instalação sonora

Paulo Vivacqua / O trabalho acontece a partir de um cruzamento de linguagens, sonora e plástica, sendo a minha formação em música clássica,  piano e composição, escrita, eletroacústica, experimental. Meus primeiros trabalhos procuram por este território híbrido entre som, tempo e o espaço físico, concreto; Paisagens Subterrâneas (2000) e Mobile (2000) trazem esse deslocamento de processos de criação e procedimentos, antes aplicados a composição musical e apresentações de música, para um novo contexto de interação e contemplação das pessoas com a obra. As instalações Sound Field (2002), Residuu (2005) e Sentinelas (2008), são obras que se relacionam com intrínsecamente com o ambiente e a arquitetura a sua volta, pois através de dispositivos visuais e sonoros localizados estratégicamente no espaço, indicam caminhos invisíveis em um lugar vazio, onde os sons ao longo do espaço sugerem uma narrativas imaginárias, como uma composição aberta, de multiplas entradas e saídas, de acordo com a complexidade das camadas sonoras. Ambientes imersivos onde dispositivo e ambiente, sujeito e obra se complementam ou se confundem. As esculturas e objetos se movem no sentido de cruzar os materiais físicos (vidro, plastico, granito, metal, …), formas plásticas e visuais com o sons ou simplesmente a idéia de um determinado som. Alguns destes trabalhos trazem os elementos relacionados funcionalmente com a producão do som ,alto falantes, fios, materiais acusticos, etc, totalmente "desfuncionalizados" servindo apenas como dispositivo mental para a imaginação de um som ou a pura expectativa de qualquer coisa que venha a soar ou mesmo, falar (Palavras Cruzadas, 2008).  
Paulo Vivacqua / Interdito foto: Zeka Araújo
Paulo Vivacqua / Nympheas